Optimus discos
Para um jovem dos anos 80, desajeitado e atormentado com impulsos criativos e sem saber muito bem o que pensar do mundo, os Mão Morta representavam a ferocidade necessária, uma complementaridade para os nossos espíritos em formação que nos permitia intuir, com a esplendorosa coragem da idade, que o caminho para os sonhos tinha de ser aberto sem vacilar. Por toda a minha juventude, e já no tempo da universidade em que me pus a estudar Direito, os Mão Morta tornaram-se o melhor modelo de som e pensamento, de protesto e inteligência que me balizou tantas vezes as opções e os particulares sucessos.
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