«O reino de cristal»
«É logo nas primeiras páginas que o narrador exemplifica a sua condição de prisioneiro: «escapuli longo tempo a ver as entradas dos caminhos principais, sabia que todos se frustravam em algumas centenas de metros, nenhum seguia para onde eu pudesse ir sem me perder». O encarceramento a que todos parecem condenados numa terra propositadamente sem nome encontra um motivo de intensificação nas condições meteorológicas descritas, na chuva quase permanente, sem abertura para o céu, o que é uma outra forma de representar o silêncio de deus, que atravessa todo o romance.»