sobre «útero»
«Estamos, em útero, de valter hugo mãe, longe de qualquer espécie de conformismo clássico, escolhido na base do justo meio. O autor ousa entrar, num tempo avesso a tais temáticas, no território da reflexão sobre o sagrado, sob a perspectiva de uma aparente, ou não, ausência de Deus no mundo, ou do seu silêncio. E a aproximação a um sentido do invisÃvel que se torna, sobretudo na primeira parte do livro (o de uma voz luciferina), boschiana visão de pesadelo, faz-se não de forma melancólica ou dócil, mas ritualÃstica, sendo as palavras usadas como objectos contundentes.»