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Obra | valter hugo mãe
Quidnovi, Matosinhos / Lisboa, 2008.
à venda a partir de julho

«maria da graça – mulher-a-dias em bragança esquecida do mundo – tem a ambição, não tão secreta como isso, de morrer de amor; e por essa razão sonha recorrentemente com a entrada no paraíso, onde vai à procura do senhor ferreira, seu antigo patrão, que, apesar de sovina e abusador, lhe falou de goya, rilke, bergman ou mozart como homens que impressionaram o próprio deus. mas às portas do céu acotovelam-se mercadores de souvenirs em brigas constantes e são pedro não faz mais do que a enxotar dali a cada visita.

tal como maria da graça, todas as personagens deste livro buscam o seu paraíso; e, aflitas com a esperança, ou esperança nenhuma, de um dia serem felizes, acham que a felicidade vale qualquer risco, nem que seja para as lançar alegremente no abismo.

o apocalipse dos trabalhadores é um retrato do nosso tempo, feito da precariedade e dessa esperança difícil. um retrato desenhado através de duas mulheres-a-dias, um reformado e um jovem ucraniano que reflectem sobre os caminhos sinuosos do engenho e da vontade humana num portugal com cada vez mais imigrantes e sobre a forma como isso parece perturbar a sociedade.»

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homepage, prosa

littera libros, 2007, espanha
o livro «bruno» saiu com data de 2007 na pequena editora espanhola littera libros. a tiragem é limitada a 350 exemplares e não será correspondida por edição portuguesa. trata-se de um pequeno livro de poesia sobre a amizade. mais informação pode ser conseguida em www.litteralibros.com
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poesia

Quidnovi, Matosinhos / Lisboa, 2006.
Vencedor do Prémio José Saramago 2007.

«Este livro é um tsunami, não no sentido destrutivo, mas da força. Foi a primeira imagem que me veio à cabeça quando o li. […] Quando foi publicado? E os sismógrafos não deram por nada? Oh, que terra insensível: este livro é uma revolução. Tem de ser lido, porque traz muito de novo e fertilizará a literatura. Por vezes tive a sensação de estar a assistir a um novo parto da língua portuguesa.»
José Saramago

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prosa

Edições Cosmorama, Maia, 2007
Capa de José Rui Teixeira sobre fotografia de Nelson d’Aires.
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poesia

Lisboa, Temas e Debates, 2004.
Capa de António Rochinha Diogo sobre «o cão mais triste do mundo» de Artur do Cruzeiro Seixas e com fotografia de Pedro Guimarães.
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